muito pode se dizer sobre sonhos, o que mais surpreende é que em sonhos, tudo é possível, Christopher Nolan ja pensou diferente, as regras feitas no sonho quase se adequam a "realidade", até o momento quando o publico deixa de reconhecer o real do surrealista. As cenas de ação e suspense mantém as mãos presas na cadeira, as unhas sendo comidas e movimentação incontrolável, mas isso não significa tédio, e sim a reação ao filme. Di Caprio evidentemente mostra que o jovem de Diario de Adolescente mudou, e muito, a boa atuação do cara faz com que sentimos pena de seus traumas e admiramos as suas habilidades, Ellen Page ainda anda como um menino, mas nesse filme faz algo mais instrutivo do que engravidar aos 16, Page faz o papel de estudante de arquitetura, que vê em Di Caprio o sonho realizado, ou o sonho sendo "construído", após o filme começei a pensar em adolescentes criando labirintos numa folha de papel, pura criação de Nolan diante a vontade de fazer o publico admirar-se pela vontade da estudante. O restante do elenco também é brilhante e como em todo filme de Nolan, o humor é presente, mas a emoção é a mais relevante, que então seja destacado que Nolan não quer manter o clichê dos filmes de ação, é claro as suas homenagens a Matrix e outros filmes com efeitos especiais slow motion, a diferença é que não bocejamos a ve-los e sim, sentimos a emoção por cada segundo interminavel em cena. O sonho é feito de tempo, de memorias, ideias e paixões. A Origem foi feita de um bom elenco, um ótimo diretor e uma perfeita trilha sonora. Sonhar nunca é demais, desde que seja feito com controle.
