Homenagiando as saudosas comédias românticas juvenis dos anos 80, a película traz todos os elementos típicos dos filmes do gênero que hoje são considerados cult por quem viveu essa década. Estamos exatamente em 1987. James Brennan (Jesse Eisenberg) acaba de se formar no colégio, mas as suas pretensões para o futuro não começam nada boas. Um “fora” de uma garota com quem vinha “ficando” nos últimos dias é o primeiro indicativo de um período negativo que pode vir pela frente. No entanto, nada se compara a uma notícia dada por seus pais: eles não tem mais condições financeiras para manter o filho em uma eventual faculdade de Jornalismo em Nova York e de dar a prometida viagem à Europa pós-formatura. Brennan terá de trabalhar no verão para financiar os próprios estudos. Sem um currículo qualificado, o garoto consegue apenas um emprego no parque de diversões local, o Adventureland, como controlador dos jogos de sorte. Como ele, dezenas de jovens estão em busca de um dinheirinho extra. Entre narrações de corridas de cavalo e ameaças de clientes ávidos por um urso de pelúcia, Brennan faz amizades. Lá ele conhece os loucos donos do parque, Bobby (Bill Hader) e Paulette (Kristen Wiig), o cara da manutenção, Mike Connell (Ryan Reynolds), o nerd ateu, Joel (Martin Starr), e a gostosona Lisa P. (Margarita Leviava). Entretanto, ninguém lhe prende mais a atenção do que Em Lewin (Kristen Stewart).
“Adventureland” é nada mais do que o reflexo da inocência da juventude dos anos 80 se comparada com a da atualidade, até mesmo cinematograficamente. Basta olhar para o currículo do diretor do filme para constatar essa realidade. Enquanto que em “Superbad – É Hoje”, George Mottola retrata uma história regada a muita bebida, referências sexuais e nomes feios, aqui ele realiza algo bem mais leve e romântico. Não que faltem bebidas e sexo, mas aqui esses fatores não são a mola mestra. A amizade e o amor guiam os ideais destes jovens sonhadores.
