Will Burton (Gaelan Connell) é um garoto atormentado na escola pela imagem negativa de seu pai ausente e que se muda com sua mãe (Lisa Kudrow) para uma outra cidade onde faz amigos pela primeira vez. Lá, o garoto descobre que o que movimenta as escolas do lugar é uma competição de bandas acadêmicas chamada “Bandslam”. Em meio ao período de adaptação, Will conhece Sa5m (o cinco é mudo) – Hudgens – e Charlotte (Aly Michalka), que o acolhe em sua banda num longo processo criativo para dar-lhes a vitória e um contrato com uma gravadora.
À primeira vista, Bandslam incomoda. O início rápido da comédia musical é fraco e inexpressivo, arrastando esta postura até todos os personagens já terem sido devidamente apresentados e interagirem. Findada a enrolação, o filme começa, mesmo que devagar, a tomar uma forma própria. Absorvendo clichês e reaproveitando idéias de outros longas, Bandslam, em um momento, parece seguir a mesma trama central de Escola de Rock, mas sem o tom impagável de Jack Black e suas escapadas para manter a “identidade secreta”. Seria um erro colossal se isto não acabasse por dar o suficiente para apresentar algumas canções com arranjos realmente originais e apreciáveis dentro e fora da tela – além da trilha sonora montada por inúmeras músicas de conhecimento público.
Bandslam supera o usual em produções concorrentes pelo bom trabalho quando o foco não é uma banda ou grupo em execução, e sim os integrantes. Neste quesito, o ainda desconhecido Gaelan Connel é o destaque. Completamente à vontade em cena, Connel passa boa segurança e espontaneidade tanto para exibir os temores e perturbações quanto para a comicidade. Sua contracena com Vanessa Hudgens (cuja personagem tem mais importância fora do arco central, crescendo apenas perto do fim) quando Will quer finalmente se declarar para Sa5m é divertidíssima. Contudo, a existência da garota não se aproxima nem por um instante da importância da bem desenvolta amizade entre Will e Charlotte, funcionando apenas como um cano de escape para evitar novos “mais do mesmo” e provando que a presença da atriz em questão no pôster é apenas mais uma sopa para atrair moscas desavisadas.
High School Band (ou Bandslam – prefira) não é um filme projetado para fãs da citada série de filmes da Disney, como engana o título – e letreiro – nacional. Está, na verdade, a passos distantes à frente. Só é uma pena que assuma, por aqui, o risco de atrair um público equivocado e repelir o mais apropriado. Estes, descrentes de encontrarem aí algo para aplaudir.
