Glee 2.04: Duets

Esqueçamos a espiritualidade e os sucessos de Britney Spears porque “Glee” voltou aos episódios animados e com um tema para ser respeitado. Como o título tão bem indica, chegámos  aos duetos e com eles vieram várias surpresas!
Esta foi uma semana de pequenas revelações e, como tal, nem sei por onde hei-de começar. Primeiro o Mike Chang  (Harry Shum Jr.) falou. Mais do que uma frase, diga-se, e a gozar com a sua posição de dançarino no grupo. Quando já me dava por satisfeita, eis senão quando o rapaz começa a cantar. E a música não poderia ter sido mais bem escolhida. Depois o Artie (Kevin McHale) perdeu a virgindade com a Britanny (Heather Morris) que tinha estado aos beijos  (e não só) com a Santana (Naya Rivera) no início do episódio. Sim, parece uma novela mexicana mas não foi totalmente despropositado porque pela primeira vez a Britanny revelou algum tipo de sentimento para além da sua habitual cara de totó e mais desenvolvimento em poucos minutos do que em todos os episódios até aqui.
Por falar em Santana, mais uma vez ela veio mostrar o seu talento, fazendo dupla com Mercedes (Amber Riley) e trazendo bastante atitude com ela: “Cuz weez be goin’…to Breadstix.” Foi bom poder vê-la de novo a cantar e a dizer mais do que uma ou outra frase solta, se bem que isso me obrigou a ir ao Urban Dictionary ver o significado de scissoring… Os restantes duetos foram igualmente bons, com destaque para o “Lucky” que embora seja uma música que já enjoa trouxe uma química bastante “fresca” entre Quinn (Dianna Agron) e o novato Sam (Chord Overstreet), assim como uma Barbra Streisand a rigor na versão de “Get Happy/Happy Days are Here Again”.
Relacionamentos à parte, houve alguma continuação do episódio anterior com Burt Hummel (Mike O’Malley) a fazer outra aparição e a permitir uma maior exploração da personagem de Kurt (Chris Colfer) que se tem tornado das personagens mais aprofundadas, ao contrário de outras que parecem só existir para preencher um estereótipo. E embora não tenha achado o seu auto-dueto nada de especial, a performance do actor é sempre bastante boa, dando uma grande credibilidade à personagem.
Resumindo, foi um bom episódio, com desenvolvimentos de personagens antigas e novas, histórias bem exploradas e fundamentadas e música mais alegre que nos pôs a bater o pézinho. O humor manteve-se, quer com piadas quer com situações constrangedoras em que é impossível não rir.