Dirigido por Darren Aronofsky (Réquiem para um sonho, O Lutador), Cisne Negro é um drama psicológico dos melhores, com intrigas, competição e obsessão.
Ambientado no mundo do Balé, mais precisamente na obra “O Lago dos cisnes” do compositor russo Tchaikovsky. A principal bailarina da companhia, Beth Maclntyre (Winona Ryder), que tinha o papel de rainha dos cisnes (sonho das bailarinas) não estará presente na nova temporada do Lago dos cisnes, e a companhia precisa de uma nova estrela. Para ser rainha dos cisnes é necessário subir ao palco como cisne branco, com doçura e inocência, e também como cisne negro, com ousadia e sensualidade. Nina (Natalie Portman) é perfeita e imbatível como cisne branco, sempre muito disciplinada nas aulas, mas não consegue ser sensual o bastante para ser o cisne negro. A melhor como cisne negro é Lilly (Mila Kunis), e as duas tornam-se as favoritas a se tornar rainha dos cisnes.
A escolha de quem será a nova rainha dos cisnes cabe ao diretor artístico da companhia, Thomas Leroy (Vicent Cassel). Ele acaba escolhendo Nina, acreditando que ela será capaz de aprender a interpretar o cisne negro. Daí pra frente Nina passa a ter dois grandes problemas: Se dedicar ao máximo nas aulas e em todos os momentos de sua vida para se tornar sensual e ousada como requer o papel de cisne negro, e lidar com as ambições de Lilly que ainda deseja o papel. Além disso, Nina tem uma relação difícil com a sua mãe, que vai dificultar ainda mais sua caminhada.
As cenas de balé foram tão bem conduzidas e incluídas corretamente no filme que não se tornaram cansativas, mesmo pra quem não aprecia balé. Alias, a beleza dessas cenas são um atrativo a mais para o filme.
E claro que o destaque vai para Natalie Portman, que demonstra uma atuação forte e persuasiva, surpreendendo em cada reviravolta, não é a toda que foi indicada a tantos prêmios importantes, e ja faturou o Globo de Ouro e o SAG's ( premiação do sindicato dos atores), sendo assim a prefirida a vencedora do Oscar 2011 como melhor atriz.
O diretor Darren Aronofsky, que a pesar da carreira ainda curta já fez trabalhos brilhantes, foi perfeito nesse filme. O espectador é totalmente envolvido psicologicamente, e é isso que compensa na compra do ingresso do cinema.

