Começa assim uma nova jornada, entregando mais uma justificativa descabida de acusação a influência pop, desta vez através da figura de Ke-dolar-sign-A, pois ela instiga festas e bebedeiras. McKinley High subtamente sofreu com um surto de beberrões, algo muito parecido com o surto de gripe que atacara Schuester e companhia em “The Substitute”, porém desta vez o álcool parece alarmar Figigns, fazendo este criar a “Semana da Consciência do Alcool”. Claro que sobraria para o Glee Club preparar um número para apresentar para escola, porém depois da última explicita experiência com B. Spears, quem em capacidade mental minimamente aceitável os colocaria para representar uma campanha “anti-alcool”? Bizarrices a parte, Schuester volta a brilhar em seu clássico jeito de “Sou patético, minha vida se resume a 12 crianças cantantes mas estou aqui de coração aberto para lhe presentiar com esta linda torradeira”. Depois de notarem que Jayma Mays ainda faz parte do elenco, Emma retoma para “por o papo em dia” com o “Sr. Viciado em Coletes”, mas para além deste vício, Sue relembra que o mentor do coral mais do que ninguém deve preservar seu estado, afinal já fora um alcoolatra de carterinha. Surrealismos a parte, mesmo estando em baixa com as Cherrios e tornando-se treinadora vocal do Aural Intensity, Sue parece ter acesso livre no colégio, ainda mais ao destribuir o livro dos 12 passos como forma dele aceitar seu problema.
A ligação com o episódio anterior fica com Rachel criando a canção para o proximo concurso de coral. Frustada com sua horrenda composição, Finn aconselha Rachel a “viver a vida”, alias um papo decorrente desde o momento em que ele deu o colar de estrela a ela, pois só desta forma ela encontrará a inspiração necessária. A "louca" Barry, resolve deixar de ser a princesinha transformando-se numa mulher, abrindo as portas para a “Rachel Berry House Party Trainwreck Extravaganza”, festa na qual todos os losers comparecem,
Cada vez mais percebo que os criadores lêem fanfics, blogs e tumblr, afinal quer local mais apropriado para criação de ships, ou seja, casais normalmente esperados mas outros surrealmente projetados, a exemplo de Faberry, aonde o “Hey Girlfriend” que Rachel dá a Quinn já foram suficientes para fazer os shippers irem a loucura, alias existem teorias da conspiração hilárias sobre as duas. Ao som de “Like a G6″, os Gleeks começam a beber tudo que veem pela frente, rendendo arrotos “Tasted Like Pink", viradas de copo, lambidas na barriga, pegações e dançinhas desengonçadas, com excessão de Finn que elegeu-se o motorista da vez e Kurt que em vez de beber, tentava fracassadamente impressionar Blaine, que estava preocupada demais em “Get Loose”
Por vezes Finn surpreende, mas é inevitável rir de alguém que nunca entende o significado de diversas palavras e se vê utilizando o termo “arquétipo” para classificar os perfis moldados de comportamento embriagado, eis que Santana é considerada a bêbada estérica, alias vemos um lado novo de Satana; as garotas bêbadas raivosas ficam a cargo de Lauren e Quinn, não vi muita diferença do comportamento sóbreo natural; a garota stripper Brittany, que recebeu muito dinheiro por sinal de seu empolgado namorado; Tina e Mercedes como as garotas que pareciam ter engolido um saquinho de risos e por fim a garota dependente, que naturalmente fica a cargo de Rachel, que bêbada por demais acaba grudando em seu ex. Mas não seja por isto, eis que sua ex-grudenta namorada que viu muitos Fireworks ultimamente resolve apimentar as coisas propondo “Let’s spin the bottle”, alias Lea esteve maestral durante toda cena. Colocando Satana ao “No me Gusta” ao ver sua BFF aos beijos com o Ken, deixando os fãs a pensar de quem ela estaria com ciúmes. Rachel beija Blaine. (!)
Após a embriagante noite, matamos as saudades do Papa Hummel, porém este quase foi parar no hospital novamente quando vê Blaine dormindo no quarto de seu filho. Andando nos corredores da vergonha com óculos escuros, Artie distribui “Bloody Mary” para todos, afinal nada como curar uma ressaca com uma boa dose de álcool, ainda mais quando se pode culpá-lo de tudo.
Após o confuso beijo entre os divos, Rachel resolve tomar a frente e “viver a vida” convidando Blaine para sair, este que surpreendentemente aceita. Fiquei realmente confusa com a tentativa do roteiro colocá-lo em dúvida sobre sua sexualidade, mas considerando que ele tem 16/17 anos acho que seria mais estranho classificá-lo como alguém 100% maduro e seguro de si, apesar desta opção funcionar mais para a personagem e modelo que ele se transformou junto com Kurt para os jovens na atualidade.
Cumprindo com o prometido, Schuester resolve aventurar-se com Beiste num bar country, alias qual a maneira de dar um pouco de “vida” ao protagonista adulto da série? Coloque-o com chapéy de cowboy, pois enquanto seus pupilos trazem versões bêbadas bem mais divertidas, o Sr. Bundinha assina o atestado deprimente de sua desorientada vida mas tenho que dizer que foi bom ver Matthew Morrison cantar algo que não envolve danças e movimentos inapropriados, ainda mais que o dueto de “One Bourbon, One Scott, One Beer” conta com a presença de “Shanon the Cannon” e sua grave voz. Por enquanto tudo corria bem, apesar de achar que a presença de Schue quebra com o potencial do episódio, pude comprovar nos minutos seguintes por que odeio tanto sua personagem. Apesar de Beiste levá-lo de carro até sua casa e dar a lição de que nunca conseguirão fazer os adolescentes pararem de beber (mereçe uma estrela pela descoberta), o que podem fazer como educadores é mostrar o caminho para não se machucarem ou prejudicarem no processo. Eis ai que Schue mostra o educador exemplar que é, corrigindo provas, dando A e sorrisos a todos e ainda finalizando sua grande noite fazendo aquilo que ninguém num estado como o dele deveria fazer: fazer uma gravação na caixa postal falando “Hey there, Sexy Lady”, o que naturalmente fica óbvio ser uma ligação para Emma, mas esta comprova no dia seguinte que não recebeu nenhuma ligação.
Fiquei contente que mesmo com toda a questão Rachel e Blaine, sua amizade com Kurt manteve-se estável, afinal já tivemos dose de conflitos na época em que ambos perseguiam Finn, porém agora com o lado da moeda invertido, Rachel se diz capaz de provar que algo pode acontecer entre ela e Blaine, afinal tiveram um encontro adorável e que tem muito em comum (ah claro né Rachel, ele é sua cópia porém com gel nos cabelos e síndrome de passarinho). Achei sincero quando Kurt se diz preocupado com a possibilidade dela se machucar, afinal sabemos como Rachel se entrega aos “relacionamentos” e também por que os dois nunca poderão ter química necessária, algo que ela diz provar quando beijá-lo sóbrea novamente.
Chegando o grande momento para Figgins, o New Directions apresenta seu número para a “Semana da Consciência do Alcool”, alias quão engraçada são as tentativas do diretor falar o nome Ke$ha, sem contar que acha que a moça é uma rapper. Provando que seu forte não é a voz e sim a dança, pois foi como se a música original estava rolando, com excessão dos gritos de Mercedes ao final, Britt lidera a turma em sua fiel encarnação de “Tik Tok”, alias por vezes se olharmos rápido poderiamos considerar Heather como sucessora da robótica “cantora”. Com uma super produção de jogos de luzes, os ND entram no palco após brindarem um estranho mix preparado por Rachel, que conforme esperado provasse inapta, pois Britt passa mal, vomitando tudo sobre a própria bartender, que sai comicamente banhada de um liquido cinza que mais parecia cimento do que vomito e por fim Satana imita sua BFF e também passa mal. Realmente Rachel já levou de tudo: raspadinha, macarrão e agora acredito que depois desta, pensará duas vezes na próxima vez que pensar em beber algo.
Num episódio focado demais no alcool, vemos poucas manterem o curso, a exemplo da canção de Rachel para as Regionais e a amizade dela com Kurt, mas apesar de amar toda a guinada da personagem e todo seu crescente desenvolvimento (um dos únicos na série), ainda me preocupa que não consigam explorar os demais, até mesmo as principais adultas como Schuester e Sue, mas já sabemos que Glee não é um prato concistente a ser servido, por isto devemos apreciá-lo conforme nos é colocado a mesa.




