Lição de Amor ( Scusa ma ti chiamo amore )


Adoro filmes europeus, adoro acordar de manha e assistir esses filmes no qual a legenda é essencial, como ando assistindo muitos filmes franceses, mudei o roteiro para os filmes da origem familiar: os filmes italianos.
O tema central de Lição de Amor (Scusa ma ti chiamo amore) é um romance polêmico entre um homem de meia-idade e uma jovem colegial. Um assunto tão delicado é difícil de ser tratado e é primordial que o par romântico caia nas graças da platéia. De saída, para garantir tal façanha, foram escalados dois atores bonitos – como se vê no cartaz.
Alex acaba de ser abandonado pela namorada. Um dia, a caminho para o trabalho, quase atropela a jovem Niki. Os dois, mesmo com uma grande diferença de idade, não conseguem evitar de se apaixonar.
A produção é voltada para o público jovem e, para não ficar pesado demais, não trata de outras questões difíceis, como o uso de drogas. Além do casal central, tramas paralelas tratam de descobertas mais saudáveis da adolescência, como os primeiros amores, a força da amizade e a pressão em relação à virgindade.
O filme é de origem italiana, país cuja cinematografia é sempre associada ao circuito de arte. Escapando dessa impressão original, Lição de Amor é totalmente pop. Para exaltar essa sua característica, basta considerar a trilha musical que acompanha a jornada de Niki e suas amigas. Hits internacionais, como Amy Winehouse, convivem lado a lado com pratas da casa, como Eros Ramazotti.
Uma falha na fita, provavelmente adquirida na triste herança da televisão italiana, é a cafonice de algumas cenas. O exemplo máximo de mau gosto é o primeiro encontro sexual de Niki e Alex. Os enquadramentos, a montagem e principalmente o projeto de som somam-se para criar uma cena memorável, no mau sentido.
Desconsiderando esse problema, que não chega a fazer o espectador levantar da poltrona, o filme é redondo. Para quem gosta de comédias românticas juvenis, mas está interessado em um tempero diferenciado, Lição de Amor é uma boa pedida.