O filme poderia ser definido em uma palavra: Dave.
“Foo Fighters: Back And Forth” é um documentário que vale a pena ser assistido por todo fã da banda que se preze. Completo, emocionante e repleto de tiradas engraçadas, “Back And Forth” convida os espectadores à conhecer toda a trajetória do Foo Fighters até os dias atuais.
O documentário conta com depoimentos de todos os integrantes – e ex-integrantes – do Foo Fighters, de forma que possamos conhecer a história da banda por várias perspectivas. Além de também, poder ouvir o lado da história de cada membro, com relação à alguns conflitos que ocorrem ao longo dos anos, com a saída de alguns integrantes da banda e a entrada de outros.
Evidentemente, a história do Foo Fighters não poderia ser contada sem antes falarmos sobre o fim do Nirvana. Dave Grohl – vocalista e líder do Foo Fighters – era baterista do Nirvana, e apesar de ter começado sua carreira musical na banda Scream, foi o Nirvana que alavancou a carreira de Grohl no mundo musical e que o fez ganhar o título de “melhor baterista do mundo”. Ficou claro que falar do Nirvana deixa o ex-integrante desconfortável. Quando Dave Grohl falou sobre a morte de Kurt Cobain, ficou claro o quanto o líder do Nirvana foi importante para Grohl, que afirma ter aprendido muito ao lado de Cobain e que foi com experiências vividas ao lado dele que o ajudaram a compor suas músicas para o Foo Fighters.
Poder ver a história da banda ser contada por todos os membros, me fez ver o quanto a banda cresceu e evoluiu ao longo dos anos. Dave Grohl passou do posto de “baterista do Nirvana” para um verdadeiro líder e músico. Sua preocupação com as composições do Foo Fighters é tocante e o amor que ele sente por isso é notável.
Hoje o Foo Fighters é uma banda completa, sendo composta pelo líder Dave Grohl, Pat Smear (guitarra), Nate Mendel (baixo), Taylor Hawkins (bateria) e Chris Shiflett (guitarra). Um comentário a parte aqui, é que Pat Smear literalmente largou a banda no meio de uma turnê, alegando que estava farto “dessa vida” e não querer mais fazer isso. Entretanto, anos depois, ele retornou ao seu posto de guitarrista da banda – o que foi um gesto muito generoso de Dave Grohl, afinal, o cara pulou do barco e volto quando a banda estava no seu auge – mas, felizmente o Chris Shiflett não foi demitido do Foo Fighters, que por sinal, sentia-se ameaçado com a volta de Pat.
Após o documentário, os espectadores devem colocar seus óculos e preparar o coração para curtir a segunda parte da sessão, que é um “show” em 3D da banda cantando faixas do novo cd, “Wasting Light”. A apresentação do Foo Fighters é simplesmente impecável! Os movimentos, planos e ângulos em que a câmera é trabalhada só acrescentam mais vivacidade ao show, fazendo com que o espectador se sinta literalmente dentro de uma apresentação da banda. As cores e profundidade do cenário ficaram excelentes também, com um plano de fundo bem característico da banda.
Se você é fã do Foo Fighters, é certo de que vai curtir o filme do começo ao final e vai se emocionar na cadeira com faixas antigas da banda. Que vale a pena!



