Para quem foi assistir esse filme com a esperança de encontrar mais um queridinho cheio de manias vivido por Johnny Depp, caiu do cavalo.
O Diário de um Jornalista Bêbado, nada é do que mais uma das brilhantes atuações de Depp como um homem comum - com defeitos e qualidades - , num filme morno e posso dizer, muito parado.
Em meio a tantos papéis universalmente conhecidos como o Jack Sparrow, Willy Wonka e o Chapeleiro Maluco, de todos , talvez aquele que o novo papel de Depp associe seja com o pirata, mas não pelas piadas e o jeito estranho de andar e sim pelo seu fraco por rum!
Como o titulo diz, existe um diário... e muita bebida! insolação, ressacas terríveis, e até alucinógenos.
O livro, Diário de um Jornalista Bêbado, é a segunda obra que Hunter S.Thompson escreveu, depois de ter suas experiência profissional em Porto Rico, com o seu alter ego Paul Kemp, papel que Johnny Depp pediu muito que fosse seu, após o ator viver Thompson no filme Medo e Delírio (1998).
Como já disse, a história se passa em 1960, em Porto Rico, onde Thompson/Kemp consegue um emprego num jornal sem eira e nem beira em San Juan, logo o jornalista se vê preso num dilema: obedecer os seus chefes americanos - e cheios de dinheiro - e mostrar o porque o Caribe é um ótimo lugar para visitar, ou investigar a corrupção imobiliária que tira o poder dos portorriquenhos.
É claro que o filme também demonstra a fase romântica do autor, onde Kemp se apaixona pela mulher do chefe, e deseja mostra-lhe o porque a vida é mais para ser divertida do que endinheirada, essa parte do filme passa ser o maior objetivo do jornalista.
Depois que ele curte todas as bebidas possíveis/ impossíveis/ improváveis, as brigas de galo, o carnaval portorriquenho e a sua hilária experiência com drogas, que é quando o mundo de Kemp dá uma reviravolta.
Verdade seja dita, a comédia salva o filme, Depp com suas caras e façanhas, tem o timing perfeito. Além do grande elenco, que fazem um ótimo trabalho, deixando Depp quase desaparecer como protagonista.
Pena que a comédia - que é o que nos mantém acordados - só aparece na metade do filme, até então, só vemos o trabalho de Depp em mostrar um jornalista perdido em sua nova vida num lugar completamente dominado por pessoas revoltadas com o governo americano e claro, muito, mais muita bebida.
Camila Castro


