Desta vez com “Sexy“, a série traz novamente o “tema da vez”, onde desta vez mergulha-se no sexo, na sensualidade e tudo que circula ao seu redor. Algo me deixou impressionada de cara e talvez tenha sido a primeira vez que a série tenha conseguido tal feito: uma personagem convidada não abafou tudo ao seu redor, conforme já estamos acostumados a presenciar desde a primeira temporada. Inclusive seu retorno foi de longe o menor dos problemas, pelo contrário, Holly junto a Santana e o relacionamento Burt/Blaine foram o que impediram do penino naufragar durante estes 42 munitos.
Gwyneth Paltrow retorna contrária a sua primeira participação em “The Substitute”, pois desta vez gostei mais de sua personagem, talvez pelo fato dela ter interagido diretamente com as demais e não somente com o Mr. Schue. Além disto, o roteiro investi um pouco mais em sua personalidade, mostrando que nem sempre aquilo que lhe é confortável e comum, é realmente aquilo que necessita. Mas o envolvimento com o professor acaba sendo inevitável, ninguém resiste a suas covinhas infantis.
O grande choque para mim na verdade foi o retorno absurdo do Clube do Celibato, uma tentativa patética e preguiçosa da trama em colocar Emma de volta e junto com ela, trazer Rachel para o centro do problema, pois já vimos a protagonista bater o martelo do Celibato durante o episódio “Showmance”, além de suas dúvidas em “The Power Of Madonna”, o que me fez pensar ainda mais que eles não gostam da Rachel independente e destemida com seu talento, a Rachel que servia de modelo para diversas jovens. Rachel e Quinn nunca poderiam buscar as mesmas coisas, afinal a trama insisti em contradizê-las a cada minuto, seja pela bitchness da Ex-Cherrio ou seja pela falta de amor próprio da Drama Queen, porém o que as difere é que Berry tem o desensolvimento natural de uma protagonista, apesar de insistirem em fazê-la andar pra trás e já Fabray é o típico exemplo de personagem oca e irrelevante.
Fico impressionada que apesar de todas as deficiências, Glee ainda traz aqueles momentos que te pegam totalmente despreparada, afinal quando em mil anos luz iria me vislumbrar chorando com Santana Lopez, sim, Satan me fez desmorronar de emoção com a bela rendição de “Landslide”, clássico de Fleetwood Mac, porém colocado na versão das Dixie Chicks, o que fez total sentido considerando o trio formado por ela, Britt e Holy, o que foi claramente uma sardinha básica para promever os dotes country de Paltrow, alias acho que esta seja mesmo a vibe dela. Naya Rivera já se mostrou brilhante como vilã mas este lado mais vulnerável e sensível veio a calhar perfeitamente, afinal pouco conheciamos de sua personalidade, com excessão de sua marcante bitchness.
Vindo das sombras do “coadjuventismo” da primeira temporada, Santana e Britanny crescem graduativamente, inclusive tem mais destaque que Mercedes, Tina e Artie juntos, considerando que estes como os primeiros losers da série junto com Rachel, Finn e Kurt. Aproveitando a excelente química entre as duas além da adoração dos fãs, era mais do que óbvio acatarem com a torcida dos gleeks, porém quando se trata de expressar-se, nem sempre consegue-se aquilo que deseja. Sempre quis saber os reais motivos por tanta malvadeza e depois de 34 episódios, descobrimos a verdade por trás da máscara da Ms. Satan. Conforme ela própria deixa claro, não aceita que ninguém a rotule e isto é conseguido a partir do momento em que Holly diz que independente a quem senti-se atraída, o que importa é a pessoa que você escolhe para amar e isto fica claro na mais bela, aberta e sincera declaração de amor feita em Glee.


