Chato. Só consigo descrever assim esse episódio de Glee que me fez bocejar, revirar os olhos durante as músicas e olhar para o relógio incessantemente. Se você aí, curtiu, tenho inveja. Queria estar no seu lugar, rindo de tudo e achando tudo lindo, mas é assim mesmo. Uma semana a gente faz todos os elogios e na seguinte... Não.
Lógico que não tiro o mérito das coisas bacanas. Também tivemos cenas legais. Para variar, todas da Britanny e seu novo web show “Fondue for 2”. Já comecei a rir do nome, do queijo derretido, dos convidados, de Tina tentando dizer que asiáticos são bem dotados, do gato. Aliás, o gato fumante de Britanny justifica porque ela sabia tudo de doenças felinas. Sensacional.
Fora isso, não consegui me divertir muito e Glee, pelo menos para mim, é sobre diversão. Eu vejo porque é algo leve e que não se leva a sério e talvez por isso eu dispense o dramalhão que toma de vez em quando, em episódios como esse.
Confesso que mais uma participação de Kristin Chenoweth me desamina mais ainda. Nada contra a atriz, muito menos tenho criticas ao talento vocal da moça, mas não suporto suas aparições em Glee. Para não mentir, gostei da primeira e depois foi ladeira abaixo. Para piorar, o roteiro teria funcionado normalmente sem ela, porque o boato de Mr. Schuester indo para a Broadway poderia surgir sem a presença de April. Também não quero colocar toda a culpa em April.
Os planos malignos de Sue Sylvester foram bobos e fracos. Gostei mais de vê-la vestida de David Bowie “bebendo” pó de café do que do plano do jornalzinho escolar, já que tudo relacionado a isso trouxe uma dose cavalar de dramas idiotas. Santana e seu sai/não sai do armário. Rachel tentando separar Finn e Quinn. Sam morando embaixo da ponte.
O negócio com Santana é que, se vocês lembrarem a temporada anterior, havia cenas calientes entre ela e Britanny nos corredores. Agora querem que ela represente as mulheres homossexuais de um modo que, a meu ver, descaracteriza a personagem. Santana sempre foi cheia de si, segura e não se importaria em dizer que gosta de garotas nem por um segundo. O problema aqui é que se ela conseguisse me emocionar com a dureza que deve ser assumir uma coisa dessas, eu jamais reclamaria, mas não rola.
O triângulo entre Rachel, Finn e Quinn meio que dispensa comentários, mas eu sei que tem gente que gosta. Sobre o caso de Sam, achei até interessante. Só ficam fazendo piada da boca imensa do menino e não o colocam em nenhuma trama.
Foi bonitinho vê-lo com os irmãos mais novos, questionando suas prioridades e pensando em sair do Glee Club, só que o plot não é forte o suficiente e também carece de emoção.


